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O Buraco das Araras (Jardim, MS) é uma enorme cratera de arenito localizada no meio do cerrado sul-mato-grossense, onde habita uma grande diversidade de pássaros, em especial as Araras Vermelhas, daí o nome do atrativo.  È a segunda maior dolina do mundo. As araras vermelhas que são as grandes estrelas do passeio fazem espetáculos deslumbrantes, misturadas à flora local exuberante. Há ainda um lago onde vivem jacarés do papo amarelo. O passeio no Buraco das Araras começa com uma trilha ecológica leve, de 900 metros, ideal para todas as idades, durante a qual existem dois mirantes, perfeitos para fotografias. Seu receptivo conta com bar, loja e banheiro. É uma ótima opção para quem visita o Recanto Ecológico Rio da Prata, distante apenas 5 km. Fica a 53 km de Bonito MS.

Até o momento temos 125 espécies registradas na RPPN Buraco das Araras, e por isso lançamos o desafio: venha passarinhar conosco e nos ajude a ampliar nossa lista, aumentando também o conhecimento sobre as aves de nossa região.

Para tornar sua experiência mais agradável, vista roupas leves e confortáveis, acompanhadas de chapéu ou boné, tênis ou sandália fechada (tipo papete). Não se esqueça do binóculo, protetor solar, repelente, água e, para eternizar o momento, câmera fotográfica ou filmadora. E caso queira levar uma lembrança, aceitamos cartões Visa.

Vermelho e Verde...... Assim pode ser resumido o Buraco das Araras: uma caminhada suave para todas as idades, com atrativos naturais que mexem com todos os nossos sentidos. Mas um resumo não basta para explicar a beleza e o fascínio do local. Em um passeio contemplativo que dura aproximadamente uma hora, o visitante pode observar os caprichos da natureza, que combinou perfeitamente tons de vermelho e verde para decorar o local. Ao mesmo tempo, pode ouvir o chamado das aves ecoando nos paredões rochosos, abrigo ideal para as araras-vermelhas. Se for na época certa, o aroma de flores e frutos do Cerrado, como a guavira, também será parte desta experiência sensorial. As adaptações das plantas para sobreviver em um terreno pobre e seco podem ser sentidas na ponta dos dedos, nas folhas e troncos grossos e ásperos ao longo da trilha. Visão, audição, olfato, tato. Faltou o paladar, que poderia ser contemplado com um saboroso araticum apanhado diretamente no pé! Mas aqui a prioridade é dos bichos, que comendo os frutos garantem seu sustento e a conservação da natureza.

 

 

O Cerrado, as flores, os frutos, os animais flagrados na trilha, os paredões de arenito, a dolina, as araras sobrevoando a paisagem. Contemplar milhares de anos de formação e décadas de história local. Contemplar tudo isso junto e cada coisa separadamente, o tempo que precisar. Registrar tudo na memória e porque não, na foto, na filmagem, no testemunho escrito. Contemplar a exuberância da natureza que se mostra bela e colorida.
Contemplar com os olhos e os ouvidos.

Mas em meados da década de 1980 as coisas começam a mudar. Em 1986 o senhor Modesto Sampaio comprou uma parte da Fazenda Costa Rica para trabalhar com criação de gado, batizou esta nova área de Fazenda Alegria e trouxe a esposa e os três filhos para ajudar. Mas o que eles não sabiam é que o antigo corredor de gado também foi incluído na compra, e o buraco estava bem no meio do lote comprado. Sua esposa não gostou nem um pouco da novidade, mas como tudo na vida tem uma razão de ser, seria questão de tempo descobrir o destino daquele lugar. Assim o Buraco das Araras foi todo cercado para evitar acidentes com o gado criado na fazenda, e passou a ser sempre visitado pela família para apreciar a beleza local. Mas as visitas dos curiosos continuavam, e muitas delas acabavam em vandalismo. Seu Modesto, que sempre gostou da natureza, ficou incomodado com isso, e teve uma ótima idéia. Quando percebia que tinha gente estranha querendo soltar fogos de artifício ou tiros para fazer barulho e assustar as aves nos arredores do Buraco, se aproximava todo matuto e pedia para que as pessoas fossem embora. Quando o visitante retrucava, ele dizia: ?Me desculpe, mas foi ordem do patrão...? E as pessoas acabavam indo embora sem saber que ele mesmo era o patrão... Aos poucos o vandalismo foi diminuindo, e as visitas queriam apenas admirar, sem interferir. Mas esta curiosidade dos visitantes não passou despercebida, e despertou nos proprietários a consciência da importância daquele lugar. E a vontade de tornar aquele buraco cheio de araras novamente cresceu.